VOLTAR PARA O HOTSITE
Campanha de Incentivo Mobility Turismo S.A.
De 09/04/2018 a 22/07/2018
02/07/2018
#11 Vem aí uma bateria revolucionária
Quem avisa é John Goodenough, renomado professor da Universidade do Texas, que inventou as baterias mais usadas em carros elétricos e telefones celulares até hoje. Ele está à frente de uma equipe que garante ter desenvolvido um model0 de bateria muito mais eficiente que as atuais, capaz de derrubar pra valer os preços dos carros elétricos antes de 2025, como previam os mais otimistas. Goodenough fez esse anúncio em artigo publicado recentemente no Jornal da Sociedade Americana de Química. É um mercado em expansão rápida: somente em 2017, a produção de carros elétricos aumentos 57% - na China, onde seis cidades respondem por 21% de todo volume mundial do mercado - as vendas aumentaram 72%.
Segundo o artigo, a nova bateria representa um grande avanço em quatro direções: é mais leve (por ter o dobro da capacidade de retenção de energia), mais segura (por não usar eletrólito líquido, que deixa as baterias de íon-lítio sujeitas a explosões), mais barata (por não usar cobalto, um metal caro) e mais durável (suporta até 23.000 recargas, contra a média de 1.000 das atuais). A autonomia aos poucos deixar de ser uma questão impeditiva: na Fórmula E, competição só com esse tipo de automóvel, já ocorre sem interrupções. Como a bateria pode representar metade do preço do carro, tal evolução trará uma vantagem imensa para o mercado.
É uma novidade tão boa que a comunidade científica recebeu o estudo com certa incredulidade. O nonagenário Goodenough, porém, eterno candidato ao Prêmio Nobel de Química e autor das próprias baterias íon-lítio que ele agora considera superadas, não colocaria a reputação em risco nesta altura do campeonato. Afinal, ele já tem o nome na história, como Thomas Davenport, criador do primeiro carro elétrico há quase 200 anos.
Ele não revelou o material usado na nova bateria, que é o pulo-do-gato da nova invenção – atualmente há cerca de 30 tipos de bateria sendo testadas no mundo todo, baseadas em uma série de materiais. Em Foz do Iguaçu, por exemplo, pesquisadores que desenvolvem o Veículo Elétrico de Itaipu estão apostando num modelo à base de sódio, níquel e cloro, totalmente reciclável. A desvantagem da bateria brasileira é o tamanho – por isso é mais indicada para ônibus, caminhões e trens.
regulamento