VOLTAR PARA O HOTSITE
Campanha de Incentivo Mobility Turismo S.A.
De 09/04/2018 a 22/07/2018
10/07/2018
#12 Coloque na lista: Patinete
As bicicletas já viraram febre e as cidades cada vez mais abrem espaço para elas. Os carros autônomos podem ganhar as ruas já a partir do ano que vem, se a GM cumprir a promessa de produzir em série seu primeiro veículo de direção automatizada, que dará folga ao motorista. Os veículos voadores vão demorar um pouco mais para invadir o espaço urbano, mas não muito, já que várias empresas, inclusive a nossa Embraer, estão se associando para desenvolver modelos elétricos, práticos e baratos capazes de saltar sobre os congestionamentos. Enquanto os autônomos e os voadores não chegam, porém, um novo tipo de transporte começou a conquistar algumas cidades norte-americanas de um ano para cá: o patinete.

Estamos falando do patinete elétrico, também conhecido como scooter, que pode ser alugado por meio de um aplicativo em cidades como Santa Mônica e São Francisco, na Califórnia, e devolvidos em qualquer endereço, sem burocracia, desde que na posição correta, na vertical. Entre as empresas que estão apostando nesse serviço, a principal é a Bird, uma startup fundada por um ex-diretor da Uber, Travis VanderZanden, que não para de crescer: levantou recentemente 300 milhões de dólares numa terceira rodada de investimentos – garantindo um valor de mercado de 500 milhões no meio de 2018. Com a alavancagem, promete aumentar a frota, que hoje não chega a 200 exemplares. Assim como a Uber, impulsionado pela montanha de dinheiro que atraiu de financistas, obrigou as cidades – e os sindicatos de taxistas – a conviver com o seu serviço, a Bird parece destinada a fazer as prefeituras a adaptarem sua legislação de trânsito à nova realidade dos patinetes.
Nessa primeira fase, a convivência dos patinetes com motoristas e pedestres ainda é confusa. Ainda não se definiu se eles devem trafegar nas calçadas (onde atrapalham os pedestres) ou nas ruas (onde correm mais riscos) nos trechos sem ciclovia, nem quais manobras de seus usuários estão sujeitas a multas. A idade mínima também não está estabelecida e as regras de segurança só sugerem o capacete. A velocidade máxima não chega a 30 km/h, o que impede maiores estragos. A prefeitura de São Francisco tentou proibi-los de circular, mas foi obrigada a recuar, diante da pressão de adeptos do serviço e, principalmente, dos investidores. Enquanto isso, a Bird se dispôs a recolher os patinetes todas as noites e a doar 1 dólar por veículo por dia para a prefeitura construir mais ciclovias – onde os patinetes transitariam mais à vontade. As negociações continuam. 

Quando a onda dos patinetes vai chegar ao Brasil não se sabe, mas é possível intuir que um dia isso acabará acontecendo, da mesma forma como as bicicletas ressurgiram em nossas cidades e o Uber está acabando com o serviço de taxi.
regulamento