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Campanha de Incentivo Mobility Turismo S.A.
De 09/04/2018 a 22/07/2018
18/06/2018
#9 Bem-vindo ao mundo dos Jetsons
Um táxi aéreo com capacidade para levar quatro pessoas, além do piloto, e que poderia fazer o percurso de 95 quilômetros entre o centro de São Paulo e o aeroporto de Viracopos, em Campinas, em apenas 18 minutos, a preços camaradas. Esse é o projeto que a Embraer está desenvolvendo para o Uber e que deverá estar pronto para testes de voo a partir de 2020. Apesar de ser conhecido como "carro voador", trata-se de um veículo mais similar a um drone, feito exclusivamente para voar e que terá um condutor humano só nos primeiros anos de atividade, por medida de segurança – seu destino é ser um artefato autônomo, segundo as duas empresas.

O veículo revolucionário, já batizado de Uber Elevate, lembra aquele usado no seriado futurista "Os Jetsons", sucesso da tevê nos anos 1960 que passou na TV brasileira nos anos 1970 e 80. Ele poderá decolar e pousar verticalmente, como um helicóptero, e será alimentado por baterias elétricas. A autonomia estimada ainda é pequena, de 100 quilômetros, mas certamente será ampliada com o aprimoramento das baterias nos próximos anos. Com esse investimento, o Uber, que já domina o serviço de carros por aplicativos por via terrestre, quer consolidar o pioneirismo nos deslocamentos aéreos em veículos de pequeno porte e baratos, ideais para driblar os congestionamentos nas metrópoles. A ideia deve chegar ao mercado de locação na mesma medida.
A meta da companhia é oferecer esse serviço de táxi aéreo em 2023, com piloto. Já a evolução do Uber Elevate para veículo autônomo não tem previsão. "Serão necessárias milhões de horas de voo para garantir que o software é seguro para transportar as pessoas sem supervisão", anunciou o diretor de engenharia para aviação do Uber, Mark Moore. 

Um projeto menos ambicioso, também com elementos de drone e de helicóptero, foi testado recentemente em Dubai para funcionar como táxi voador. Desenvolvido pela empresa alemã Volocopter, ele é dimensionado para levar duas pessoas com deslocamento programado – isto é, sem necessidade de piloto. O teste durou cinco minutos, durante os quais a engenhoca voou a uma altura de 200 metros, com sucesso, mas sem ninguém a bordo. O príncipe herdeiro de Dubai, Hamdan bin Mohammed, incentivador do projeto, posou para fotos dentro do drone, mas também não quis participar do voo. Previsto para operar comercialmente dentro de cinco anos, o futuro táxi aéreo tem autonomia de 30 minutos e é movido a eletricidade. Por via das dúvidas, levará a bordo baterias reservas e um par de paraquedas.
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