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Campanha de Incentivo Mobility Turismo S.A.
De 09/04/2018 a 22/07/2018
07/06/2019
A hora é deles
Depois da chegada das bicicletas, um segmento mercado que tem ganhado destaque é o de locação de patinetes elétricos. O avanço segue a lista de benefícios das bicicletas: transporte alternativo, praticidade de deslocamento, ecologicamente correto, menos automóveis nas ruas, entre outros.

O compartilhamento das patinetes, também chamado de e-scooter, é considerado um dos fenômenos de mobilidade urbana. Nas cidades dos EUA e nas capitais da Europa estima-se mais de dois milhões de usuários. E os números não param por aqui.

Referência no mercado americano, a Bird atravessou as fronteiras e começou a atuar, no ano passado, em Paris. Com apenas dois meses na cidade parisiense, a empresa conquistou mais de 50 mil usuários.

Além da Bird, os franceses contam com os serviços da Ride e da Lime. Está última opera com sistemas de bicicletas e scooters em cerca de 60 cidades e campos universitários nos Estados Unidos, além de operações em Berlim, Frankfurt e Zurique.
As patinetes são um meio um transporte prático e que não requer esforço e nem muita habilidade, além de ser uma ótima alternativa para fugir dos congestionamentos. E os reflexos no trânsito têm se mostrado extremamente positivos. Em uma pesquisa realizada pela Lime, uma das pioneiras no serviço de aluguel nos EUA, mostrou que 30% das viagens antes realizadas de carro foram substituídas por trajetos por patinetes, logo após a implementação dos modais no país.

Febre pelo mundo a fora. Os e-scooters não invadiram apenas as ruas e ciclovias, mas os estacionamentos de muitas lanchonetes. iFood, Rappi e Uber Eats investem em novos meios de entrega para aumentar número e densidade de entregadores. Além da redução na emissão de gases poluentes e de poluição sonora, os novos modais apresentam um investimento inicial menor ou nulo aos prestadores de serviço e não exigem carteira de habilitação.  E o impacto ao meio ambiente é outro destaque, em comparação as entregas de motocicletas e carros, por exemplo. 

Empresas como Yellow, Uber, Scoo e Tembici estão investido no serviço de compartilhamento de patinetes, muito semelhante ao das bicicletas. Um diferencial é que, no caso do aluguel de patinetes elétricas, o usuário tem a possibilidade de deixá-la em qualquer lugar dentro de zonas específicas, pré-determinadas pelas operadoras. O cliente paga uma taxa inicial para liberar o dispositivo e tarifas menores são acrescidas após percorrer certa fração de distância ou de tempo, dependendo do prestador do serviço.

Regulamentação: peça-chave

Infelizmente, algumas cidades como Nova York, por exemplo, o patinete elétrico compartilhado está proibido (exceto quando o equipamento é de uso particular – a permissão é de 25 Km/hora). Já em Montevidéu um projeto para regulamentar o uso de patinetes e bicicletas, apenas em ciclovias e ruas, está em andamento.

Apesar das polêmicas e da falta de regulamentação, algumas cidades estão investindo, sem medo. Uma delas é a Lisboa que tem a expectativa de transformar 1,6 mil vagas de carro em estacionamento para patinetes e bicicletas. A Alemanha deve ser outra vitrine do universo das patinetes, o uso dos equipamentos nas ruas já esta em processo de regulamentação. Este programa irá beneficiar, diretamente, a qualidade do ar. Isso porque o país conta com cerca de 47 milhões de carros, com mais de três milhões de carros novos sendo vendidos a cada ano. A meta atual para reduzir as emissões em 40% até 2030 dificilmente será alcançada.

É fato que as patinetes irão ajudar (em muitos casos já estão) a transformar as cidades e aqui no Brasil isso não está sendo diferente. E o motivo é simples: os consumidores brasileiros absorvem muito rápido este tipo de inovação. Mas para que estas tecnologias continuem sendo aplicadas no dia a dia das pessoas é necessário um trabalho em conjunto do setor público e privado, com políticas que incentivem o modal, com segurança e cumprindo os princípios da mobilidade urbana compartilhada.

Além da regulamentação, é primordial ter uma infraestrutura adequada, onde o consumidor tenha o melhor aproveitamento e otimização de tempo, entre o transporte público e os novos modais. Tudo isso para melhorar a experiência do usuário.

Enfim, seja a lazer ou para trabalho é preciso atenção na hora de andar de patinetes, pois estamos falando de um meio de transporte e não de um brinquedo. Por isso, algumas regras e o uso de equipamentos de segurança são as peças-chaves para o seu bom uso. Sendo assim bom passeio!
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